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Cinema: Lobisomem (The Wolfman) fevereiro 15, 2010



LICANTROPIA CINEMATOGRÁFICA



Acabei de chegar do cinema, onde assisti “Lobisomem” (The Wolfman/ 2010) e ainda estou encantada com a maneira como o filme é conduzido. Com um elenco muito bem selecionado, o diretor Joe Johnston, criou uma atmosfera emocionante, dando ao monstrengo algo mais do que cenas de susto e violência gratuita. O filme é permeado de dramas pessoais, que são desenvolvidos no decorrer da trama e de um clima de suspense que nos mantêm fixos na cadeira e de olho na tela.

Nesse remake, do clássico de terror da década de 40, de mesmo título, a idéia é mostrar o retorno de Lawrence Talbot (Benício Del Toro -”Sin City”) à sua casa, devido ao desaparecimento de seu irmão caçula; seu retorno coincide com os ataques de uma “besta sobrehumana” (sempre quis falar isso!), que desencadeia uma série de fatos relacionados à sua família. O filme conta também com Anthony Hopkins (“O Silêncio dos Inocentes”), Hugo Weaving (Agente Smith, da Trilogia “Matrix”) e a belíssima Emily Blunt (“O Diabo Veste Prada”).

O clima sombrio que ronda o filme torna a atmosfera muito mais propensa aos sustos e as surpresas. A partir do momento que você se deixa levar pela fantasia o filme se transforma em uma grande aventura. Há momentos em que se assemelha ao clássico “A Bela e a Fera”, por conta do romance existente entre as personagens de Del Toro e Blunt, mas (ao menos para mim) isso não é nada que atrapalhe o andamento da história, afinal, as sequências de ataque são brutais, cheias de sangue e mutilações (a sensação de sangue voando na tela é maravilhosa).

A maquiagem – PERFEITA – fica a cargo de Rick Baker, conhecido por também ter feito a maquiagem de “Thriller” de Michael Jackson; e a trilha, é composta por Danny Elfman, ex-líder da banda da década de 80 “Oingo Boingo” e parceiro de Tim Burton, nas trilhas de seus filmes (“A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, “Noiva Cadáver”).

O filme peca em sua edição. Não que ela seja ruim, pelo contrário, mas o excesso de cortes, acelera demais a produção e deixa a desejar no desenvolvimento da trama; resta esperar uma edição estendida em seu lançamento em DVD.

Se você procura uma boa aventura para relaxar no feriado, fica a indicação.

Até o próximo filme!



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